domingo, 20 de abril de 2008

Caixa mágica de surpresa














Um livro
é uma beleza,
é caixa mágica
só de surpresa.

Um livro
parece mudo,
Mas nele a gente
descobre tudo.

Um livro
tem asas
longas e leves
que, de repente,
levam a gente
longe, longe

Um livro
é parque de diversões
cheio de sonhos coloridos,
cheio de doces sortidos,
cheio de luzes e balões.

Um livro é uma floresta
com folhas e flores
e bichos e cores.
É mesmo uma festa,
um baú de feiticeiro,
um navio pirata do mar,
um foguete perdido no ar,
É amigo e companheiro.


Elias José
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sábado, 12 de abril de 2008

Dia do Índio


Vivendo na selva
De arco na mão
O índio valente
Campeia o sertão.





Autor Desconhecido

Dia Mundial da Água




SOU CLARINHA... CLARINHA
BEM CRISTALINA...
NÃO TENHO CHEIRO
NÃO TENHO COR
NÃO TENHO GOSTO
E LHE DOU SAÚDE E VIGOR.






Autor Desconhecido

segunda-feira, 24 de março de 2008

Páscoa



De olhos vermelhos
De pêlo branquinho
Orelhas bem grandes
Eu sou coelhinho

Sou muito assustado
Porém sou guloso
Por uma cenoura
Já fico manhoso

Eu pulo pra frente
Eu pulo pra trás
Dou mil cambalhotas
Sou forte demais

Comi uma cenoura
Com casca e tudo
Tão grande ela era
Fiquei barrigudo!


Cantiga de Domínio Público


Atividade gráfica realizada pela aluna
Evilyn de 2 anos e 5 meses.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O Dicionário de Formas













Era uma vez eu, Zé Sorveteiro, que me apaixonei por uma princesa que acabara de chegar do outro lado da Terra. Bolei para ela um dicionário de quatro palavras: bola, quadrado, retângulo, triângulo. Japonês se escreve com desenhos. Com desenhos a princesa aprenderia português!

Não demorou, ela estava arrasando. Ia até meu carrinho e pedia, desenhando no ar:
– Triângulo-bola.

Sorvete na casquinha! O dicionário funcionava às maravilhas.

Eu? Mandava bilhetes. Desenhava um quadrado com um triângulo em cima e escrevia: casa!!!
Caprichava nos pontos de exclamação. Casa!!! Casa!!! Fácil de entender: casa comigo.
Mas toda princesa tem uma fera para encontrar bilhetes. Uma hora a fera mandou me chamar. Aí…

Aí eu transformei ponto de exclamação em sinal de aguaceiro:
– Um traço com um pingo é chuva. Três – !!! – muita chuva. Casa, chuva, chuva, chuva. Estou só avisando… Cuidado com goteiras.

Acabei subindo e limpando as calhas do telhado do futuro sogro e as de cada um de seus amigos e parentes.
Hoje, 60 anos depois, repito, valeu a pena. E lá vou eu apanhar uns triângulos vermelhos para a minha rainha arrumar no triângulo do retângulo do quadrado da frente. Perfeito. Daqui a pouco a jarra da mesa da sala estará toda perfumada
com os… Como é mesmo? Vá lá! Com os triângulos vermelhos.

Conto de Angela Lago,
ilustrado por Patricia Lima.
Foto de Eduardo Delfim

Retirado da revista Nova Escola



- Edição Especial: Contos - Vol. 2














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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Abertura do Caderno

Na abertura do Caderno de Leitura, é legal iniciar com um texto que fale alguma coisa sobre este momento importante na vida da criança. Para esta finalidade, eu escolhi a poesia "Por Enquanto Sou Pequeno", de Pedro Bandeira:


Por Enquanto Sou Pequeno


Por enquanto sou pequeno,
muita coisa eu não sei.
Eu só sei que estou gostando
deste mundo onde eu cheguei.

Não me apressem por favor,
sei que ainda não cresci.
Mas vejam que eu estou tentando,
me esperem que eu chego aí!


Pedro Bandeira

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Caderno de Leitura



Alguns professores já estão tentando organizar o trabalho para o ano letivo de 2008 e para ajudar, vou deixar aqui sugestões e/ou instruções de como trabalhar com o Caderno de Leitura.







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Um recurso a favor da alfabetização

Como surgiu a proposta?

Surgiu da observação de que muitas crianças aprendiam a ler a partir da “leitura” de textos que já sabiam de cor (músicas, poemas, listas de nomes de familiares e amigos e outros textos de conteúdo conhecido). A observação dessa prática motivou a proposta de organizar um caderno de leitura contendo diferentes tipos de textos conhecidos das crianças, como apoio à alfabetização.


O que se pode aprender?

O caderno de leitura possibilita:

• Trabalhar com textos reais, de diferentes gêneros

• Apresentar um repertório de textos conhecidos das crianças

• Organizar os textos trabalhados em classe

• Desenvolver atividades de leitura compartilhada

• Incentivar as crianças a lerem antes de saber fazê-lo de forma convencional

• Socializar com os familiares alguns dos textos que circulam na sala de aula

• Promover a leitura e consulta dos textos sempre que as crianças desejarem e/ou necessitarem

• Criar um referencial estável de textos/palavras que podem ser usados no momento de produzir outros textos.


Que textos selecionar?

O caderno de leitura pode ter duas partes. Uma delas com textos como parlendas, poemas, quadrinhas, músicas, listas e outros textos que as crianças sabem de cor. E outra com textos que as crianças demonstrarem interesse em ter disponíveis para compartilhar com familiares e amigos: fábulas, piadas, receitas e outros


Quais os objetivos?

O caderno de leitura tem como objetivos principais:

• Incentivar a prática da leitura e o desejo de ler

• Possibilitar o contato direto das crianças com textos reais

• Ampliar a diversidade de gêneros textuais conhecidos pelas crianças

• Garantir um repertório de textos de boa qualidade que se constitua num material de consulta para a escrita de outros textos

• Incentivar as crianças a lerem mesmo quando ainda não sabem ler convencionalmente

• Apresentar situações reais em que as crianças tenham que utilizar estratégias de leitura e ajustar o que sabem de cor ao que está escrito

• Desencadear atividades de leitura que exigem reflexão sobre a escrita convencional

• Favorecer algumas aprendizagens importantes: sobre o fato de todo escrito poder ser lido, sobre a linguagem que se usa para escrever, sobre a disposição gráfica dos diferentes gêneros textuais, sobre o valor sonoro convencional das letras...

• Ajudar as crianças a avançarem nos seus conhecimentos sobre a escrita.


Desde quando?

O caderno de leitura pode ser organizado com as turmas de três anos em diante:

• Com as crianças de 3 a 5 anos, o caderno será uma oportunidade para que elas se reconheçam capazes de ler. A seleção dos textos deve sempre ter como critérios principais: as características, conhecimentos e preferências da turma e a qualidade do material (tanto do ponto de vista do conteúdo como da apresentação gráfica). Nessa faixa etária o caderno possibilita (principalmente) resgatar textos significativos da cultura popular, ampliar o repertório de textos conhecidos, aprender que tudo o que dizemos, cantamos, recitamos pode ser escrito, que os textos são diferentes e se organizam graficamente de modo diferente, que escrevemos com letras...

• A partir dos 6 anos, além dessas vantagens, o caderno serve também como fonte de consulta para a escrita das crianças, em situações espontâneas ou orientadas pelo professor.


Alguns cuidados com o caderno de leitura

É importante:

• Garantir, na página inicial, uma breve apresentação do caderno com os seus objetivos, para que os familiares saibam para que serve e como será utilizado em casa e na escola

• Deixar, em seguida, um espaço para elaboração progressiva de um índice dos textos

• Garantir uma boa apresentação do material (textos bem impressos, com letra legível e de tamanho adequado, recortados e colados com capricho pelo professor etc)

• Incentivar as crianças a terem uma atitude de cuidado com o caderno

• Apresentar às crianças os portadores de onde são transcritos os textos

• Manter a diagramação dos textos tal como é feita nos portadores de origem

• Não permitir a ilustração do caderno, pois não se pretende que as crianças reconheçam os textos a partir de imagens, mas sim de outras estratégias

• Deixar claro que o caderno deve ser mantido sempre na mochila das crianças, para que circule além da escola.



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Feliz Ano Novo !!!!


Oi, pessoal..


Depois de um tempinho longe do blog, estou de volta para desejar à todos um Feliz Ano Novo repleto de alegrias e muita disposição para fazer do ano que se inicia ainda melhor do que o ano que terminou.



Um grande beijo.


domingo, 2 de dezembro de 2007

Sapatinho de Natal


Deixei meu sapatinho,

Na janela do quintal.

Papai Noel deixou,

Meu presente de Natal.

Como é que Papai Noel,

Não se esquece de ninguém.

Seja rico ou seja pobre,

O velhinho sempre vem.

Seja rico ou seja pobre,

O velhinho sempre vem.

Natal

De repente o sol raiou
E o galo cocoricou:

- Cristo nasceu!

O boi, no campo perdido
Soltou um longo mugido:

- Aonde? Aonde?

Com seu balido tremido
Ligeiro diz o cordeiro:

- Em Belém! Em Belém!

Eis senão quando, num zurro
Se ouve a risada do burro:

- Foi sim que eu estava lá!

E o papagaio que é gira
Pôs-se a falar: - É mentira!

Os bichos de pena, em bando
Reclamaram protestando.

O pombal todo arrulhava:
- Cruz credo! Cruz credo!

Brava
A arara a gritar começa:

- Mentira! Arara. Ora essa!

- Cristo nasceu! canta o galo.
- Aonde? pergunta o boi.
- Num estábulo! - o cavalo
Contente rincha onde foi.

Bale o cordeiro também:

- Em Belém! Mé! Em Belém!

E os bichos todos pegaram
O papagaio caturra
E de raiva lhe aplicaram
Uma grandíssima surra.


Vinicius de Moraes