quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Caderno de Leitura



Alguns professores já estão tentando organizar o trabalho para o ano letivo de 2008 e para ajudar, vou deixar aqui sugestões e/ou instruções de como trabalhar com o Caderno de Leitura.







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Um recurso a favor da alfabetização

Como surgiu a proposta?

Surgiu da observação de que muitas crianças aprendiam a ler a partir da “leitura” de textos que já sabiam de cor (músicas, poemas, listas de nomes de familiares e amigos e outros textos de conteúdo conhecido). A observação dessa prática motivou a proposta de organizar um caderno de leitura contendo diferentes tipos de textos conhecidos das crianças, como apoio à alfabetização.


O que se pode aprender?

O caderno de leitura possibilita:

• Trabalhar com textos reais, de diferentes gêneros

• Apresentar um repertório de textos conhecidos das crianças

• Organizar os textos trabalhados em classe

• Desenvolver atividades de leitura compartilhada

• Incentivar as crianças a lerem antes de saber fazê-lo de forma convencional

• Socializar com os familiares alguns dos textos que circulam na sala de aula

• Promover a leitura e consulta dos textos sempre que as crianças desejarem e/ou necessitarem

• Criar um referencial estável de textos/palavras que podem ser usados no momento de produzir outros textos.


Que textos selecionar?

O caderno de leitura pode ter duas partes. Uma delas com textos como parlendas, poemas, quadrinhas, músicas, listas e outros textos que as crianças sabem de cor. E outra com textos que as crianças demonstrarem interesse em ter disponíveis para compartilhar com familiares e amigos: fábulas, piadas, receitas e outros


Quais os objetivos?

O caderno de leitura tem como objetivos principais:

• Incentivar a prática da leitura e o desejo de ler

• Possibilitar o contato direto das crianças com textos reais

• Ampliar a diversidade de gêneros textuais conhecidos pelas crianças

• Garantir um repertório de textos de boa qualidade que se constitua num material de consulta para a escrita de outros textos

• Incentivar as crianças a lerem mesmo quando ainda não sabem ler convencionalmente

• Apresentar situações reais em que as crianças tenham que utilizar estratégias de leitura e ajustar o que sabem de cor ao que está escrito

• Desencadear atividades de leitura que exigem reflexão sobre a escrita convencional

• Favorecer algumas aprendizagens importantes: sobre o fato de todo escrito poder ser lido, sobre a linguagem que se usa para escrever, sobre a disposição gráfica dos diferentes gêneros textuais, sobre o valor sonoro convencional das letras...

• Ajudar as crianças a avançarem nos seus conhecimentos sobre a escrita.


Desde quando?

O caderno de leitura pode ser organizado com as turmas de três anos em diante:

• Com as crianças de 3 a 5 anos, o caderno será uma oportunidade para que elas se reconheçam capazes de ler. A seleção dos textos deve sempre ter como critérios principais: as características, conhecimentos e preferências da turma e a qualidade do material (tanto do ponto de vista do conteúdo como da apresentação gráfica). Nessa faixa etária o caderno possibilita (principalmente) resgatar textos significativos da cultura popular, ampliar o repertório de textos conhecidos, aprender que tudo o que dizemos, cantamos, recitamos pode ser escrito, que os textos são diferentes e se organizam graficamente de modo diferente, que escrevemos com letras...

• A partir dos 6 anos, além dessas vantagens, o caderno serve também como fonte de consulta para a escrita das crianças, em situações espontâneas ou orientadas pelo professor.


Alguns cuidados com o caderno de leitura

É importante:

• Garantir, na página inicial, uma breve apresentação do caderno com os seus objetivos, para que os familiares saibam para que serve e como será utilizado em casa e na escola

• Deixar, em seguida, um espaço para elaboração progressiva de um índice dos textos

• Garantir uma boa apresentação do material (textos bem impressos, com letra legível e de tamanho adequado, recortados e colados com capricho pelo professor etc)

• Incentivar as crianças a terem uma atitude de cuidado com o caderno

• Apresentar às crianças os portadores de onde são transcritos os textos

• Manter a diagramação dos textos tal como é feita nos portadores de origem

• Não permitir a ilustração do caderno, pois não se pretende que as crianças reconheçam os textos a partir de imagens, mas sim de outras estratégias

• Deixar claro que o caderno deve ser mantido sempre na mochila das crianças, para que circule além da escola.



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Feliz Ano Novo !!!!


Oi, pessoal..


Depois de um tempinho longe do blog, estou de volta para desejar à todos um Feliz Ano Novo repleto de alegrias e muita disposição para fazer do ano que se inicia ainda melhor do que o ano que terminou.



Um grande beijo.


domingo, 2 de dezembro de 2007

Sapatinho de Natal


Deixei meu sapatinho,

Na janela do quintal.

Papai Noel deixou,

Meu presente de Natal.

Como é que Papai Noel,

Não se esquece de ninguém.

Seja rico ou seja pobre,

O velhinho sempre vem.

Seja rico ou seja pobre,

O velhinho sempre vem.

Natal

De repente o sol raiou
E o galo cocoricou:

- Cristo nasceu!

O boi, no campo perdido
Soltou um longo mugido:

- Aonde? Aonde?

Com seu balido tremido
Ligeiro diz o cordeiro:

- Em Belém! Em Belém!

Eis senão quando, num zurro
Se ouve a risada do burro:

- Foi sim que eu estava lá!

E o papagaio que é gira
Pôs-se a falar: - É mentira!

Os bichos de pena, em bando
Reclamaram protestando.

O pombal todo arrulhava:
- Cruz credo! Cruz credo!

Brava
A arara a gritar começa:

- Mentira! Arara. Ora essa!

- Cristo nasceu! canta o galo.
- Aonde? pergunta o boi.
- Num estábulo! - o cavalo
Contente rincha onde foi.

Bale o cordeiro também:

- Em Belém! Mé! Em Belém!

E os bichos todos pegaram
O papagaio caturra
E de raiva lhe aplicaram
Uma grandíssima surra.


Vinicius de Moraes

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Meus Presentes de Natal














O Natal já vem aí,
tempo de ganhar presentes.
Muita coisa eu já pedi
e eu sei que vou ganhar.
Mas agora faço a lista
Dos presentes que eu vou dar!


Eu vou dar pro meu irmão
um presente de abafar:
vou deixar que ele brinque
com as coisas que eu ganhar!
Mas espero que ele saiba
que dos brinquedos todos
eu tenho muito ciúme.
Pois que brinque um pouco só.
Ele que não se acostume!


Pra vovó, que enxerga pouco,
vou arranjar um tempinho
para ler em voz bem alta
as histórias que ela gosta.
Só não quero que ela peça
para ler histórias chatas
de tempos que eu não vivi.
Será que ela vai gostar
se eu ler pra ela um gibi?


Para o papai eu prometo,
e sei que ele vai gostar:
não barbeio o cachorro
com o seu aparelho de barbear!


A minha mãe bem merece
uma oferta especial.
Meu presente de Natal
Vai a ela aliviar:
Prometo que vou tomar banho
sem que ela venha chamar!


Mais eu ofereço mais outro,
pra minha mãe aguardar:
não roubo mais doce do armário,
antes de me deitar!


Bom, há um certo exagero
nessa generosidade,
pois não sei se tenho mesmo
tanta força de vontade...


Esse presente é demais,
Acho que não me convém.
Esse é melhor esperar,
pra dar no ano que vem!


Pedro Bandeira

Menino Rico Escreve à Papai Noel















Papai Noel: - me perdoa,
Não sei me explicar direito
Minha letra não é boa,
De escrever não tenho jeito.
Sou apenas um menino
Igualzinho aos outros mais.
Tenho fama de granfino
Pois granfinos são meus pais.

O que eu conto é verdadeiro,
É tempo que eu desabafe:
Papai é grande banqueiro,
Mamãe joga pif-paf.

A vida deles se arrasta
Na maior monotonia:
Pois toda noite ela gasta
O que ele ganha de dia.

Dessa troca talvez sobre
Muito dinheiro, no meio.
Mas ninguém pensa no pobre
Que ser pobre é triste e feio.

Mamãe (gosto tanto dela!)
Me disse ontem: - Meu filhinho,
Não te esqueças, na janela,
De botar teu sapatinho.

Ora, eu nada mais espero
Este ano de especial
Pois mal uma coisa eu quero
Ganho mesmo sem Natal.

Logo, sem pedido algum,
Porém alegre e risonho
Em vez de botar só um
Meus sapatos todos, ponho.

E indo amanhã pelas ruas
Eu peço, Papai Noel,
Meus brinquedos distribuas
Com Zé, Pedrinho e Manoel.

Esse grupo é meu amigo.
No alto do morro é que mora
E sempre brinca comigo
Quando a Mamãe está fora.

Não te escreveram com medo.
Mas bem que tinham razão:
Como iam pedir brinquedo
Se vivem... de pé no chão


Álvaro Armando

Canção do Natal















Hoje é noite de Natal
Vou cantar para Jesus
Um parabéns igual
Aos sinos da Catedral.


Natal chegou, Natal chegou
Feliz estou, feliz estou
Papai Noel deixou
Presentes, carinho e amor.


Quero bem alto gritar
O Menino Jesus e Papai Noel
Nesta noite, vêm me visitar
Irei vigiar o céu, quero vê-los chegar.



Rosângela Trajano

Os Reis Magos



















Diz a Sagrada Escritura
Que, quando Jesus nasceu,
No céu, fulgurante e pura,
Uma estrela apareceu.

Estrela nova ... Brilhava
Mais do que as outras; porém
Caminhava, caminhava
Para os lados de Belém.

Avistando-a, os três Reis Magos
Disseram: “Nasceu Jesus!”
Olharam-na com afagos,
Seguiram a sua luz.

E foram andando, andando,
Dia e noite a caminhar;
Viam a estrela brilhando,
sempre o caminho a indicar.

Ora, dos três caminhantes,
Dois eram brancos: o sol
Não lhes tisnara os semblantes
Tão claros como o arrebol

Era o terceiro somente
Escuro de fazer dó ...
Os outros iam na frente;
Ele ia afastado e só.

Nascera assim negro, e tinha
A cor da noite na tez :
Por isso tão triste vinha ...
Era o mais feio dos três !

Andaram. E, um belo dia,
Da jornada o fim chegou;
E, sobre uma estrebaria,
A estrela errante parou.

E os Magos viram que, ao fundo
Do presépio, vendo-os vir,
O Salvador deste mundo
Estava, lindo, a sorrir

Ajoelharam-se, rezaram
Humildes, postos no chão;
E ao Deus-Menino beijaram
A alava e pequenina mão.

E Jesus os contemplava
A todos com o mesmo amor,
Porque, olhando-os, não olhava
A diferença da cor ...


Olavo Bilac

Natal















Jesus nasceu ! Na abóbada infinita
Soam cânticos vivos de alegria;
E toda a vida universal palpita
Dentro daquela pobre estrebaria ...

Não houve sedas, nem cetins, nem rendas
No berço humilde em que nasceu Jesus ...
Mas os pobres trouxeram oferendas
Para quem tinha de morrer na Cruz.

Sobre a palha, risonho, e iluminado
Pelo luar dos olhos de Maria,
Vede o Menino-Deus, que está cercado
Dos animais da pobre estrebaria.

Não nasceu entre pompas reluzentes;
Na humildade e na paz deste lugar,
Assim que abriu os olhos inocentes,
Foi para os pobres seu primeiros olhar.

No entanto, os reis da terra, pecadores,
Seguindo a estrela que ao presépio os guia.
Vêem cobrir de perfumes e de flores
O chão daquela pobre estrebaria.

Sobrem hinos de amor ao céu profundo;
Homens, Jesus nasceu ! Natal ! Natal !
Sobre esta palha está quem salva o mundo,
Quem ama os fracos, quem perdoa o Mal !

Natal ! Natal ! Em toda Natureza
Há sorrisos e cantos, neste dia ...
Salve, Deus da Humildade e da Pobreza,
Nascido numa pobre estrebaria !


Olavo Bilac

sábado, 27 de outubro de 2007

É Bom Ser Criança

É bom ser criança,
Ter de todos atenção.
Da mamãe carinho,
Do papai a proteção.
É tão bom se divertir
E não ter que trabalhar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.

É bom ser criança,
Isso às vezes nos convém.
Nós temos direitos
Que gente grande não tem.
Só brincar, brincar, brincar,
Sem pensar no boletim.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.

É bom ser criança
E não ter que se preocupar
Com a conta no banco
Nem com filhos pra criar.
É tão bom não ter que ter
Prestações pra se pagar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.

É bom ser criança,
Ter amigos de montão.
Fazer cross saltando,
Tirando as rodas do chão.
Soltar pipas lá no céu,
Deslizar sobre patins.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.


Toquinho


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